segunda-feira, fevereiro 27, 2006

ASSOCIAÇÃO PARA CASAIS INFÉRTEIS

Está na altura de criarmos a nossa associação!
Mais do que nunca, faz sentido unirmos os nossos esforços por um problema que afecta uma fatia significativa da nossa população.
As várias iniciativas que estamos a desenvolver (petição, mega encontro, reportagens, este blog) não são por si só suficientes para ajudarem a nossa causa. Não estamos apenas a falar das ajudas económicas, que essas bem precisamos, mas também, e não menos importantes, as ajudas psicológicas e orientativas.
É por isso que nos devemos mobilizar na tentativa de criarmos um cantinho onde possamos reunir todas essas ajudas e darmos apoio a quem precisar.
A Manuela Pontes, presidente da Associação Artémis, fez uma proposta no fórum Infertilidade que vamos tentar explorar. Na próxima 4ª feira, pelas 14h30, teremos uma reunião em Braga para avaliarmos o modelo que poderemos adquirir, muito provavelmente associado à Artémis, mas com tratamento distinto da temática do “Aborto”.
Gostaríamos de contar com o vosso contributo e por isso pedimos que nos deixem aqui ou no nosso email as vossas sugestões ou a vossa intenção em participar nessa reunião.
Toda a ajuda é bem vinda e o nosso lema “UNIDAS POR UMA CAUSA” estará sempre presente!

domingo, fevereiro 26, 2006

MEGA ENCONTRO - EMENTAS

A organização do Mega Encontro sugere duas ementas para o almoço do dia 01 de Abril.
Pedimos a todas as participantes que confirmem nest post a sua escolha até ao dia 17 de Março.

Sugestão A – 10,50 €

Lentrisca, morcela de arroz, manteiga, patês, azeitonas, queijos frescos
Arroz de peixe e espetadas mistas
Leite creme, pudim caseiro, mousse de chocolate, baba de camelo, salada de fruta
Água, refrigerantes, vinho regional(branco e tinto)
Café

Sugestão B – 11,50 €

Melão com presunto (abacaxi, manga, melão, uvas, presunto e morcela de arroz)
Bacalhau com natas e vitelinha assada
Leite creme, pudim caseiro, mousse de chocolate, baba de camelo, salada de fruta
Água, refrigerantes, vinho regional(branco e tinto)
Café

sábado, fevereiro 25, 2006

REPORTAGEM DO JORNAL PÚBLICO

Amigos leitores,

A propósito do 20º aniversário do primeiro bebé proveta, o jornal PÚBLICO publicou mais uma reportagem que certamente ajudará a nossa causa.

POL nº 5813 Sábado, 25 de Fevereiro de 2006



"NÃO ME SINTO NADA DE ESPECIAL"
Carlos Saleiro foi o primeiro bebé concebido por fertilização in vitro (FIV) em Portugal. Hoje faz 20 anos. É um homem bonito e envergonhado. E confessa que preferia ser conhecido pelos dotes futebolísticos que espera colocar ao serviço do Sporting Clube de Portugal (SCP). Se a sigla FIV não lhe diz nada, a sigla SCP diz tudo.
Por Andrea Cunha Freitas

DEPUTADOS AINDA ESTÃO A NEGOCIAR LEI SOBRE REPRODUÇÃO ASSISTIDA
O Governo prometeu que vai apresentar um projecto sobre a investigação com células estaminais, mas por ora nada se sabe...

DESTAQUE
Inseminação artificial É usada quando não há problemas quer com a motilidade dos espermatozóides, quer com a produção ovárica, mas, por alguma razão, como problemas ao nível do muco vaginal, a perfeita mobilidade dos espermatozóides, na busca do óvulo que fertilizarão, é diminuída.

À ESPERA NA SALA ONDE NÃO HÁ CONVERSAS NEM SORRISOS, SÓ SILÊNCIO
O PÚBLICO passou uma manhã na unidade de medicina da reprodução da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, o fim da linha para quem esperou dois anos, pelo menos, para recorrer às técnicas de reprodução medicamente assistida, única alternativa para ter um filho.
Por Ana Machado

TESTES FEITOS AOS EMBRIÕES ANTES DE SEREM IMPLANTADOS NO ÚTERO EVITA NASCIMENTO DE BEBÉS COM DOENÇAS GENÉTICAS
Se lhe derem a opção de não ter um filho doente, nem de ter de recorrer a uma interrupção da gravidez por detecção de uma doença grave no feto, o que vai dizer? Quero, muito provavelmente.

BLOGUES, LINHAS TELEFÓNICAS E ABAIXO-ASSINADOS
Mudam-se os tempos, muda-se a expressão da vontade....

"A RESPOSTA DO SERVIÇO PÚBLICO AOS INFÉRTEIS É UM NOJO"
Quando acordou da anestesia, Sandra prometeu: "Vou escrever um livro sobre isto." O filho que queria ainda não chegou.

"NÃO SE PREOCUPEM COM OS MEUS EMBRIÕES CONGELADOS!"

A GUERRA CONTRA A INFERTILIDADE FAZ-SE NUM TERRENO FÉRTIL DE INOVAÇÕES
Se de facto se tratasse de uma guerra da ciência contra a infertilidade, apesar de nem todas as batalhas terem sido vencidas, poder-se-ia dizer que está ganha.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

EVENTO - ASPOENDO

Olá a todos,

Na 2ª semana de Março é a altura que em todo o Mundo se fala de Endometriose. O dia 8 é pelo seu significado o mais emblemático, e que muitas vezes, a imprensa procura para dar noticia.
Pela primeira vez em Portugal, iremos fazer como no resto do Mundo ( finalmente ! ), ou seja, não vamos para nenhum estúdio, não vamos para nenhuma rádio, não vamos estar reunidos com o poder politico, vamos estar onde mais precisam de nós - na RUA !

Vamos estar numa das artérias mais movimentadas da cidade de Lisboa, Saldanha, porquê ? Porque vamos estar perto das pessoas, vamos estar perto dos médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar da maior maternidade do país, vamos estar no local para prestar todos os esclarecimentos e convidamos todos os que possam entre as 10,30 e as 16 horas a apagarem uma vela por uma causa.

Esta campanha de sensibilização está integrada num contexto europeu, todos os países da Europa acordaram entre si, que a segunda semana de Março estaríamos a realizar algo em prol da Endometriose, a Austrália, Nova Zelândia e E.U.A acompanharam esta iniciativa e dai nós dizermos que em todo o mundo se fala da endo.
Estou-me a referir à Maternidade Alfredo da Costa ( 3 min. do Saldanha ). A comunicação social já está toda informada, aliás a Sic vai fazer cobertura do evento, só enviámos ontem o press release e tivemos logo resposta, por ser um evento diferente. Acredite se tivéssemos dentro de uma sala a debitar palavras da endo, não vinham tão depressa.
O evento basicamente é o seguinte : temos um bolo gigante, onde teremos a vela dos 700 ( 700 mil mulheres ) e convidamos as pessoas a apagar uma vela, é apenas um acto simbólico, mas que fica na memória, oferecemos a fatia do bolo e informação muito assertiva dos nr. da endo. O Saldanha é o centro financeiro da cidade, passam à hora de almoço, centenas e centenas de pessoas das centenas de empresas que existem à volta, vamos espalhar informação pela Maternidade, se vier algum médico, enfermeira é porque já conseguimos atingir o objectivo, o objectivo é manter a porta aberta e termos alguém interessado lá dentro para podermos chegar aos outros.
Obrigado..

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

E-MAIL

Caros leitores,

De modo a poderem tirar dúvidas ou colocar questões relacionadas com o mega-encontro ou com outros assuntos apresentados e debatidos neste blog Unidas Por Uma Causa, e caso não se sintam à vontade para o fazer aqui, foi criado um endereço de e-mail para o qual podem enviar essas questões/dúvidas, às quais tentaremos responder sempre com a maior brevidade possível...

O endereço de e-mail é este:

unidas.por1.causa@gmail.com

Sintam-se à vontade para escrever e Beijinhos para todas!

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

REPORTAGEM DO CORREIO DA MANHÃ

Amigos leitores,

Foi dado mais um pequeno passo no reconhecimento da nossa luta com a reportagem "Fertilização In Vitro, A mão que embala o berço da ciência" do Correio da Manhã deste Domingo.

«Há vários casais que realizaram o sonho de ter um filho. Para muitos outros, a espera ainda pode ser muito longa. Radiografia dos vinte anos que mudaram as técnicas de fertilização em Portugal.Foi com os dedos da ciência que Patrícia pôde finalmente embalar um berço. Em pleno mês do Natal e em dose dupla, a cegonha deixou no sapatinho da família um casal de gémeos. A boa nova patrocinou as exéquias de quatro longos e dolorosos anos de luta contra a infertilidade, balizados pelas intermitências da sabedoria popular.

Depois da travessia do deserto, e do gosto do fel do ‘quem espera desespera’, saboreiam um mel sem prazo de validade, graças às técnicas de reprodução assistida: ‘quem espera sempre alcança’. “Estávamos a tentar desde Junho de 2001 e não conseguíamos nada. Comecei a ir a médicos conceituados na praça, mas ficámos desiludidos. Há muito comércio nesta área e é preciso ter dinheiro”, lamenta a funcionária pública, de 34 anos, a gozar a licença de maternidade. Com o pára-arranca dos diagnósticos inconclusivos e soluções goradas esteve a um passo de desistir. Mas em Janeiro de 2005, “pensámos numa vida nova.”

No mês seguinte, estavam para o que desse e viesse na primeira consulta no recente Centro de Medicina Reprodutiva de Cascais. “Levámos a tralha toda, todos os exames que já tinha feito. Identificaram logo que não ocorria a fecundação e sugeriram o tratamento mais adequado”, conta Patrícia, que ainda hoje guarda com carinho o pedacinho de papel, dado por uma amiga, com os contactos do sítio onde redescobriu a esperança.

A luz ao fundo do túnel da reprodução chamava-se fertilização ‘in vitro’ e micro-injecção plasmática, duas técnicas a que foram submetidos os seus óvulos. Depois de uma consulta de pogramação em Março, a lotaria das probabilidades ditou ‘tiro e queda’. Em Abril, depois da alegria de uma tentativa única bem sucedida, os testes confirmavam a tão desejada gravidez. “Davam um valor baixo, mas lá foi, graças a Deus!

Uma semana depois da colocação de três embriões já sentia a barriga inchada. Disseram-me que era um bom sinal”, recorda Patrícia, que logo começou a fazer contas à vida com a hipótese de vir a dar à luz um trio de bebés. Mais tarde, as ecografias mostravam que um deles fora naturalmente expelido, minimizando os efeitos de uma gestação múltipla. “Seria complicado se fossem trigémeos. Enquanto são dois, ainda temos dois braços”, diz, com um sorriso de alívio.

NOVE MESES DEPOIS, tem dois meninos para pegar ao colo que apagam da memória os tempos dolorosos em que se submeteu a injecções para estimulação dos óvulos. “Vacilei um bocado. Podia recorrer a enfermeiros mas com os horários que tinha que cumprir optei por me injectar a mim própria.” Até o marido, clinicamente mais afastado do processo, mas emocionalmente sempre presente, se predispôs a ajudar. “Acompanhou-me a 100 por cento.”

Acabadinhos de completar três meses, os gémeos são hoje o ‘Ai Jesus’ da família, que seguiu de perto todo o processo. O artifício da técnica, que deu o precioso empurrão, não esbarra no amor pelos rebentos.

Natural, como a sede de querer ter um filho, que se mantém impermeável ao tempo. O que pula e avança são as técnicas de reprodução medicamente assistida, que ajudam quando a farmacologia e as intervenções cirúrgicas não resolvem o dilema da infertilidade. “Em Portugal o progresso técnico vai no sentido do diagnóstico pré-implantatório, por um lado, e na obtenção de gravidez através de micro-injecção intraplasmática, após colheita de espermatozóides no testículo”, explica Madalena Barata.

Responsável pelo Centro de Medicina da Reprodução do Instituto de Urologia/British Hospital e pelo recente Centro de Medicina da Reprodução, em Cascais, que assinalou a 21 de Janeiro o primeiro ano de actividade, acolhe vários casais dos concelhos de Cascais e Sintra na faixa etária até aos 35 anos, como sucedeu com Patrícia, havendo também uma procura que corresponde ao desejo tardio de gravidez.

O diagnóstico é o primeiro passo de um processo que passa pela definição etiológica e definição do plano terapêutico adequado a cada caso. Numa fase inicial, a intervenção cirúrgica pode ser suficiente. Quando não surte efeito, a opção é o recurso às medicina da reprodução assistida. “A fecundação ‘in vitro’ (FIV) ou a micro-injecção intraplasmática (ICSI) são as técnicas-chave.

Em Portugal, realizam-se cerca de 834 ciclos FIV por ano e 1340 ciclos de ICSI. “A taxa de gravidez no caso da FIV é de 30,2%, por transferência de embriões, e de 28% em ICSI.” Cada ciclo, que compreende a estimulação ovárica, demora em média 15 dias”, esclarece a responsável.

O INVESTIMENTO RONDA os 2500 euros para um ciclo FIV e os 3250 euros para um ciclo ICSI. As questões éticas que se interpõem na condução destes processos não são esquecidas. Madalena Barata explica a política da casa. “Os conflitos põem-se menos nos casos de gravidezes múltiplas ou congelamento de embriões, que visa o seu uso mais tarde, pelo mesmo casal. O que nos põe mais problemas é a solicitação – rara, até agora – por casais homossexuais ou mulheres celibatárias.”

As valências da Procriação Medicamente Assistida (PMA) são cada vez mais inesgotáveis, levantando tantas ou mais questões como a vasta panóplia de siglas que abarca. Enquanto novas modalidades tecnológicas e metodologias terapêuticas têm vindo a facilitar o nascimento de crianças, ultrapassando várias situações de esterilidade e infertilidade conjugal até há alguns anos insolúveis, os novos conhecimentos da biomedicina, ciência genética e potencialidade das técnicas laboratoriais superaram de tal forma as expectativas que elevaram a ciência a patamares que implicam a ponderação de fronteiras. Não obstante, apesar do crescimento das taxas de sucesso da gestação em contexto laboratorial, a chegada de um filho mantém-se ainda uma dura batalha para centenas de casais.

‘SORAIA' É UM NOME fictício para um anseio real. A longa cruzada desta professora e do companheiro começou em 2002. A esperança sorriu-lhe de orelha a orelha com a oportunidade de participar num projecto de fertilização conduzido pelo Hospital Pêro da Covilhã.

A tumultuada experiência, a que se submeteram mais 11 casais, acabou por retardar ainda mais a angustiante espera. A promessa do nascimento do primeiro bebé proveta até final de 2005, através do futuro Centro de Medicina Reprodutiva do Centro Hospitalar da Cova da Beira, ficou em águas de bacalhau.

A maré de esperança ficou mais turva, mas o desejo de continuar a tentar, esse, continuou a navegar de vento em popa. “Ao início eram só facilidades, na primeira consulta disseram-me que o primeiro bebé proveta ia nascer em 2004. Depois disseram-me que estava equivocada e que isso só aconteceria em 2006.

Foram sete meses à vida, em que me alimentaram esperanças”, desabafa ‘Soraia’, à beira dos quarenta, uma idade com ternura mas que não se compadece com delongas. Desde há um ano, desloca-se mensalmente a uma clínica no Porto.

Está a ser submetida pela terceira vez a um tratamento mediante inseminação artificial. “Se falhar passaremos a ‘in vitro’”. Até agora, o sonho de ter um filho já envolveu um montante de cerca de 3500 euros. Apesar das dificuldades em suportar os custos, este é um investimento ao serviço de um desejo maior: ser mãe. “A esperança é a última a morrer”, diz, sem hesitações. Durante esta semana, faz figas e aguarda boas novas.

O PRIMEIRO BEBÉ PROVETA FAZ 20 ANOS

O método de fertilização ‘in vitro’ remonta a 1978. A história de Carlos Miguel Saleiro a par, passo... e remate.

EM 1986, CARLOS MIGUEL foi notícia ao nascer graças ao método de fertilização ‘in vitro’. Todos os anos, a 25 de Fevereiro, quando veio ao mundo no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, costuma atrair atenções.

Prestes a completar uma idade redonda, volta a atrair a curiosidade. “Sempre me senti uma criança igual às outras. Com o tempo, os meus pais foram-me explicando a situação”, explica Carlos, relativizando a situação.

Alheio a pioneirismos científicos, o jovem bem preferia entrar na história pelo toque de bola e pelos brilharetes nos relvados, a que se dedica desde os oito anos. Foi ponta-de-lança da equipa B do Sporting, “o clube de toda a família”, e em 2003 já tinha dado que falar quando participou no campeonato do mundo de sub-17. Uma operação a uma tendinite no joelho, em Junho do ano passado, valeu-lhe uma época irregular no Olivais e Moscavide, clube onde se encontra a título de empréstimo. O regresso aos treinos, em pleno, deu-se apenas há pouco mais de uma semana.

Carlos nasceu 11 anos após o casamento dos pais. Ao fim de três anos de tentativas para engravidar goradas, o diagnóstico da mãe, Alda, acusou uma obstrução nas trompas de Falópio mas não lhe fez baixar os braços. Depois de uma intervenção cirúrgica infrutífera, o casal Saleiro integrou um lote de 11 casais em circunstâncias semelhantes. Ansiosos por uma gravidez, submeteram-se sem pestanejar a um processo até então virgem em Portugal, capitaneado pelo médico António Pereira Coelho, recentemente chegado de uma especialização em França. “Apenas três mulheres conseguiram engravidar e duas delas abortaram.” Alda foi a única a manter a gestação até ao fim, expectante, mas sem perder a fé de vista, superior até à da própria equipa médica. “Disse às enfermeiras que ia conseguir. Quinze dias depois de ser fecundada, soube que estava grávida. É uma experiência que não dá para narrar”, conta a matriarca da família Saleiro. Apesar da longa cruzada, ter um filho com o mesmo sangue não era propriamente um ponto de honra. O casal já tinha companhia em casa.

Carlos veio juntar-se a Miguel, hoje com 29 anos, que Alda e o marido acolheram quando tinha quatro meses.“Pensei que fizesse diferença de um filho biológico, mas de facto não há diferença nenhuma no sentimento”, confessa a mãe. Não tardou a que a família ficasse ainda mais preenchida. Dois anos volvidos, Nuno veio engrossar a população em casa. Oito meses após o seu nascimento, chegou uma nova inquilina, a Ana.

SOCIEDADE PORTUGUESA DE MEDICINA DA REPRODUÇÃO

Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, o professor da Faculdade de Medicina do Porto e Director Clínico do Centro de Estudo e Tratamento da Infertilidade, do Hospital de São João, destaca o essencial dos últimos anos sobre Procriação Medicamente Assistida:

- A “diminuição ao nível da eficácia da reprodução humana” é a tendência que ameaça a “garantia de substituição das próprias gerações.” Um em cada seis casais portugueses enfrenta um braço-de-ferro com a infertilidade.

- Há 20 anos, as taxas de sucesso por ciclo ficavam-se pelos 18-20%. Actualmente, a média europeia situa-se nos 28/29%. Em regra, realizam-se 3 ou 4 ciclos. É a partir dos 34 anos que as mulheres mais procuram ajuda.

- O desconforto provocado pela infertilidade, mantém-se de pedra e cal. “A maioria dos casais não quer que as famílias e os amigos saibam que precisam de auxílio médico, sobretudo quando o problema é masculino.”

- Os custos de um tratamento de fertilização mantêm-se pouco acessíveis. “As seguradoras não comparticipam os tratamentos. Cada ciclo varia entre 2500 e 4000 euros.” Nos hospitais públicos paga-se apenas a medicação.

- “Há uma enorme evolução no tipo de técnicas. Há 25 anos, não se conhecia bem a fisiologia da reprodução humana.” As inseminações intra-uterina, ‘in vitro’ e intracitoplasmática lideram a oferta de técnicas reprodutivas.

- Os limites da ciência estão na ordem do dia. “A lei devia desaconselhar o uso de embriões excedentários, com excepções. O diagnóstico pré-implantatório (que permite a escolha do sexo do bebé), devia ser proibido.”

PERFIL

- Nome: Prof. Dr. João Luís Silva Carvalho.

- Idade: 53 Anos.

- Profissão: Especialista em ginecologia e obstetrícia.

LEGISLAÇÃO

PORTUGAL EM LISTA DE ESPERA

Apesar das directrizes europeias, que caminham em sentido limitativo, os regimes da procriação medicamente assistida conhecem diferentes matizes de país para país, admitindo maior ou menor flexibilidade.

Em Portugal, o copo da PMA está cheio de vazios legais. É um dos raros Estados europeus que ainda não dispõem de enquadramento específico sobre esta matéria. Para dar cobro à lacuna jurídica nesta área, a agenda política prevê a redefinição da moldura legal já no próximo mês, para facilitar o acesso às técnicas com a devida conta, peso e medida.

A nova lei vai permitir saber, entre outras coisas, quem pode recorrer e praticar a fertilização ‘in vitro’ e que destino dar aos embriões excedentários. O dever de informar os beneficiários e o sigilo que deve proteger os mesmos e ainda o recurso a estas técnicas no âmbito do Serviço Nacional de Saúde são outros aspectos em análise. Prevê-se a proibição do comércio de produtos biológicos, derivados de reprodução medicamente assistida e reforçar a proibição da clonagem de seres humanos para fins reprodutivos, com uma formulação idêntica à recolhida na Constituição Europeia.

‘UNIDAS POR UMA CAUSA’

A braços com o drama da infertilidade, centenas de mulheres estão a formalizar uma carta de apelo à Assembleia da República, defendendo a necessidade de investimento no combate à doença, reconhecida pela OMS.

Os fóruns online são alguns dos palcos da luta de quem convive com o problema e assiste ao arrastar dos dispendiosos tratamentos. Dia 1 de Abril, em Leiria, estarão de mãos dadas, num Megalmoço Nacional.


Maria Ramos Silva »

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

MEGA ENCONTRO - BOLEIAS

A organização do Mega Encontro sugere que as "amigas da luta" se agrupem, por região, para virem juntas no dia 01/04 a Leiria.
Quem estiver disponível para se juntar (trazer carro ou vir de boleia), agradecemos que deixem aqui um post com o nome/nick, região e contacto (preferencialmente email).

MEGA ENCONTRO - INSCRIÇÕES

Como prometido, afixamos a lista actualizada das inscrições para o Mega Encontro Nacional que terá lugar em Leiria, no dia 01 de Abril.
Só serão aceites as inscrições recebidas até ao dia 17 de Março.
Os que se quiserem juntar a nós, p.f. afixem uma mensagem aqui no blog e apenas neste post.
Contamos convosco!



Os inscritos:

Alex 2005
Alexandra M.
Alicia
Algodão Doce
Amor@
Anamarques
Ana Oliveira
Aninhas
Anna
Armatos
Bacokinha
Bunny
Cate
Cneves
Cocas
Criolinha
_Cristina_
Cvieira
Daisy2003
Dishti
Edyth_3
Elsa Ferreira
Farófia
Filipa _1 (Pi)
Golfinho
GuidaR
Hope
Hot
Isabelcp (kiki)
LML
Luna
Marina
Matilde
Micc
Mimi
Musa
Nélinha
Nany
Penélope
Psyche
Rgraça
RitaSC
Rosarinho
Sol e Lua
Sónia
Sónia Castro
Summer
Susy
Teresa
Tuga
Vana
Yami
Zanita
Zeza

sábado, fevereiro 11, 2006

REPORTAGEM DO JORNAL EXPRESSO

Amigos leitores,

Hoje foi dado mais um importante passo na nossa caminhada com a publicação da reportagem "O SONHO QUE COMANDA A VIDA", na revista "Única", do jornal Expresso.
Que este seja o princípio de uma consciencialização nacional de um problema que toca a todos.


«Hoje fui fazer outra eco para ver como estava o meu 'forninho'. Os ovários estão óptimos, o endométrio é que já devia estar mais fino. Devia ter 4 mm e está com 4,4 mm, o que quer dizer que só começo as injecções no dia 7...»

O «post» colocado por Elsa Ferreira no seu blogue, a 31 de Janeiro, parece cifrado em linguagem clínica, mas quem como ela sofre de infertilidade, e lhe lê os desabafos em sonhosermama.blogspot.pt, percebe cada palavra e em cada uma identifica a tensão, o medo, a esperança com que esta mulher de 34 anos inicia mais um tratamento de Procriação Medicamente Assistida (PMA).

Elsa integra o lote de 10 a 15% de portugueses em idade fértil que não conseguem filhos naturalmente. São cerca de 500 mil casais que regem a vida conjugal, o corpo, a mente, a conta bancária em função do passo seguinte que lhes poderá dar o desejado filho. No caso de Elsa é a sua segunda Fertilização In Vitro (FIV) em quatro meses, o sexto tratamento desde Agosto de 2002, altura em que lhe foi diagnosticada uma hiperplasia e traçada a dependência de uma futura gravidez de ajuda médica. Em caso de resultado negativo, será também a última durante os tempos mais próximos.


Versão integral na edição nº 1737

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

LIVROS INTERESSANTES

Aqui aconcelho alguns títulos sobre o tema que nos une - a infertilidade.
Aguardo novas sugestões de leitura....

A Dor Secreta da Infertilidade - Helena Águeda Marujo

Tudo por um Filho: Viagem ao Mundo da Infertilidade em Portugal - Sandra Moutinho

Quando a cegonha não vem : Os recursos da medicina moderna para vencer a infertilidade - Paulo Eduardo Olmos

INFERTILIDADE HOMEM TEM PROBLEMA SIM - WROCLAWSKI, ERIC ROGER

CRIANCA ESQUIVA (A) INFERTILIDADE - BRYAN, ELIZABETH E RONALD HIGG

Quando o Céu Desaba (1ª parte) - Brooke Shields

Ambulatório de Esterilidade - SIMõES & CARLOS ANDRé HENRIQUES & MARIA DO CARMO B. DE SOUZA & PAULO ROBERTO B. CANELLA


Infertilidade Masculina - PAULO AUGUSTO NEVES E RODRIGUES NETO.

Por Que a Gravidez Não Vem - CLáUDIA COLLUCCI

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA ESTERILIDADE DO CASAL - MILTON SHIM ITHI NAKAMURA & ANTôNIO CARLOS LIMA POMPEO

Quando a gravidez não chega - Por Judith Uyterlinde

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

SUBSCRIÇÃO DA CARTA DE APELO

Amigos leitores,

Na sequência do post anterior, e para ser possível a subscrição da “Carta de Apelo” por todos os que, directa ou indirectamente, convivem com o problema da infertilidade, duas amigas do Pink&Blue (Zanita e Calas) criaram uma petição na net.
É um esforço de um grupo que merece ser recompensado pela luta que trava diariamente. Contamos convosco para a sua divulgação e subscrição.
Aqui fica o endereço:

http://www.ipetitions.com/campaigns/unidasporumacausa

Bem hajam a todos pela solidariedade e pelo espírito de causa.
Todos os casais que vivem esta terrível realidade agradecem.